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Jovem agredida em estação do Metrô, em São Paulo, convoca ato contra LGBTfobia - Uneafro Brasil
Com informações do UOL | Imagens: Arquivo Pessoal / Julia Mendes e Coletivo Máfia das Minas

O coletivo Máfia das Minas convoca para a próxima quinta-feira, 14/04, a partir das 18h, um ato contra a LGBTfobia, em frente à estação Sapopemba do Metrô, em São Paulo. O que motiva a manifestação é a agressão lesbofóbica sofrida por Júlia Mendes, 21 anos, dentro das dependências do chamado monotrilho, na noite do último domingo, dia 10/04. Assista ao relato.

 

A jovem estava retornando do Sarau “Portas Abertas”, evento que participava com batalha de rimas junto com seu coletivo, na noite do último domingo, quando, enquanto se preparava para pegar o monotrilho para voltar para casa, teve vontade de ir ao banheiro. “Fomos eu e um amigo, o Renato, que também estava apertado. Ele entrou no banheiro masculino e eu, no feminino. Logo que entrei, as moças responsáveis pela limpeza começaram a chamar a minha atenção, dizendo: ‘moço, moço, não pode entrar aí, não’. Eu, então, virei para trás e fiz um sinal com a cabeça, para que vissem que eu era uma menina, não um rapaz. Achei que tinham entendido”, conta Júlia, após constatar que se tratava de uma atitude de LGBTfobia.

Porém, segundo Júlia, as funcionárias, além de não terem conseguido perceber o engano, ainda procuraram os seguranças da estação para denunciar que havia um homem usando o banheiro feminino. “Eu estava sentada no vaso, fazendo xixi, com as calças abaixadas, quando tomei um susto ao ouvir murros na porta. Era um segurança, gritando para eu sair da cabine. Eu comecei a perguntar por que eu tinha que sair e ele só gritava palavras de ordem, mandando eu sair. Quando eu abri a porta, tinha dois seguranças. Um deles viu que eu era uma menina e pediu desculpas. Mas o outro acabou avançando para dentro da cabine quando eu disse que ele estava me constrangendo”, relata.

Renato, que estava no banheiro masculino, ouviu os gritos e correu até a entrada do banheiro feminino para explicar aos seguranças que ela era mulher e não um homem. Nesse momento, o segurança mais exaltado saiu de dentro da cabine e partiu na direção do rapaz. Segundo a jovem, o segurança começou a gritar com ele, o desafiando para resolver a questão numa briga de rua.

Após o ato de LGBTfobia, uma discussão com o agente de segurança foi filmada pelo grupo. Quando o homem percebeu que estava sendo gravado, agrediu mais uma vez a jovem que registrava o momento com um celular. Assista no vídeo a seguir.

 

 

Após a intervenção de outros seguranças da estação, o agente foi afastado e o grupo de jovens exigiu falar com a administração do local, mas não obtiveram respostas. Júlia denunciou o ocorrido na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância.

 

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