Vanessa Vicente, coordenadora dos núcleos da Uneafro do RJ, recebe o prêmio pela Uneafro Brasil

Realizada pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), a iniciativa é considerada uma das maiores premiações com a temática racial da América Latina. Para a Uneafro, o prêmio é fruto do reconhecimento pelo trabalho desenvolvimento há 10 anos junto a juventude negra e periférica nas periferias do Estado de São Paulo e Rio de Janeiro.

 

Na noite da última quarta-feira (14), o hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, virou palco para a entrega do Prêmio Sim à Igualdade Racial, a maior premiação com a temática racial da América Latina. Entre os 34 indicados em 11 categorias, a premiação destacou os trabalhos realizados por pessoas, projetos e organizações em 2018. A Uneafro ganhou na categoria Educação e Oportunidades. A cerimônia contou ainda com apresentações artísticas da bailarina brasileira Ingrid Silva e do cantor Gilberto Gil.

Vanessa Vicente, coordenadora dos núcleos da Uneafro do RJ, recebe o prêmio pela Uneafro Brasil
Vanessa Vicente, coordenadora dos núcleos da Uneafro do Rio de Janeiro, recebe o prêmio pela Uneafro Brasil.

“Ter recebido este prêmio é um reconhecimento de todos os envolvidos e representa para Uneafro a consolidação da sua luta popular, social e racial. Estamos no caminho certo. Só por meio da educação podemos avançar contra o racismo e o preconceito”, declara Vanessa Vicente, coordenadora dos núcleos da Uneafro no Rio de Janeiro.

Também receberam o prêmio as jornalistas Maju Coutinho e Flávia Oliveira. O antropólogo e professor brasileiro-congolês Kabengele Munanga também está na lista de premiados. Na categoria representatividade em novos formatos, o ator e comediante Yuri Marçal venceu por voto popular.

Para a Uneafro, o atual momento da educação brasileira é preocupante e exige a mobilização da população negra e periférica, como conta Vicente: “Vivemos um período de desmonte legitimado por uma parte considerável de representantes políticos eleitos pela população brasileira, um fato inadmissível. É por isso que precisamos nos mobilizar contra todo esse retrocesso”.

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