Movimento celebra 15 anos de existência e consolida o trabalho de educação popular de base com mais de 30 núcleos em São Paulo e no Rio de Janeiro

No próximo sábado, 13 de abril, a UNEafro realizará o tradicional aulão na Universidade de São Paulo que, este ano, traz como tema principal “Racismo Ambiental e Justiça Climática”. O evento ocorrerá durante todo o dia e contará com a presença de educadores, estudantes de cursinhos populares, ativistas e militantes da luta por direitos e justiça racial.

Além de promover um grande encontro dos núcleos de educação popular, o aulão tem como objetivo fazer com que milhares de adolescentes negros e periféricos ocupem as dependências de uma universidade pública pela primeira vez. Em um gesto simbólico, os educadores apresentam uma nova realidade, um futuro possível a ser desvendado por eles. 

 “Ao entrar em uma universidade, jovens periféricos e negros acessam outro mundo, uma realidade que ainda não havia sido apresentada a eles. O que não muda são as formas de preconceito com que irão se deparar. E para tudo isso também preparamos esses jovens. Para que entendam seu lugar na sociedade e as formas de existência e resistência para lidar com diversas situações”, afirma Douglas Belchior, cofundador da UNEafro Brasil. 

Em 2024, a UNEafro completa 15 anos de existência. Sua história deu início no dia 5 de março de 2009, em um ato de fundação em frente à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e caminha até os dias atuais, em territórios periféricos de São Paulo e do Rio de Janeiro, e em todo o Brasil, através do Núcleo Virtual.

Nestes 15 anos, a UNEafro apoiou mais de 15 mil pessoas a se prepararem para os vestibulares estaduais e para o Enem, entre outras formas de ingresso em universidades. Em 2024, o movimento realizará uma série de atividades culturais em comemoração ao marco: aulas expositivas, seminários, palestras, rodas de conversa, entre outras. 

Programação

Pela manhã, os jovens assistirão a uma aula sobre “Racismo Ambiental e Justiça Climática”, que contará com a presença de Thaís Santos, professora, co-fundadora da Comunidade Cultural Quilombaque, coordenadora de núcleo da Uneafro Brasil e doutoranda em bioenergia pela UNESP, e da ativista quilombola, Selma Dealdina, secretária executiva da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq). 

Na sequência, haverá a entrega do Prêmio MARIELLE FRANCO de Direitos Humanos, às 10h. A premiação é a expressão do reconhecimento pelo importante serviço prestado à defesa dos direitos humanos e no combate ao racismo através das mais diferentes formas de atuação social, popular e parlamentar.

Após a entrega do prêmio e as condecorações, os alunos terão a oportunidade de se alimentar no bandejão da cidade universitária. Após a refeição, será realizado um passeio histórico pelo campus, apresentando os pontos mais importantes da universidade. 

Sobre a UNEafro Brasil

A UNEafro Brasil (União de Núcleos de Educação Popular para Negras, Negros e Classe Trabalhadora) é um movimento de cursinhos comunitários, de luta antirracista, antimachista, anti-LGBTfóbica e de lutas por direitos sociais coletivos. É um movimento social e popular que tem no povo o verdadeiro protagonismo. Organizada em mais de 39 núcleos, em São Paulo e no Rio de Janeiro, a organização possui um trabalho educacional de base e de formação política direcionado às comunidades periféricas urbanas. Mais informações e formas de ajudar em https://uneafrobrasil.org/.  

Mais informações para a imprensa:

Luiz Soares | (11) 95991-4623 | [email protected] 

 

Pular para o conteúdo