A decisão permite que sejam feitas ações para a inclusão e permanência de pessoas que se autodeclararem nessas atribuições

no D24am

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) aprovou uma política de ações afirmativas para quem se autodeclarar negro, pardo ou indígenas (Resolução nº 010 de 2016), na última terça-feira (16). A decisão permite que sejam feitas ações para a inclusão e permanência de pessoas que se encaixam nessas atribuições, em pós-graduações de mestrado e doutorado, na Universidade. As informações são da assessoria de imprensa da Ufam.

Segundo a assessoria da Ufam, além das vagas regulares, oferecidas para os demais candidatos, a Universidade também vai oferecer vagas suplementares para os cotistas, em mestrados e doutorados oferecidos pela Ufam.

As vagas de cota, devem variar de 20% à 50%, em relação as vagas regulares. O número certo de ofertas serão divulgadas nos editais de cada pós-graduação, quando disponíveis, ainda de acordo com a assessoria.

A reitora da Ufam, Márcia Perales, vê a aprovação da decisão como um grande passo para a universidade, mas alerta que o trabalho não acaba na aprovação. “Esse foi mais um passo em direção à democratização do acesso à universidade pública federal. As regulamentações são importantíssimas, mas a comunidade tem que entender que esse processo não se esgota com a resolução. Precisamos acolher as pessoas, respeitando-as. E isso não é realizado apenas por uma Administração, tem que ser feito pelo coletivo da comunidade universitária”, disse.

Segundo a resolução do Consepe da Ufam, os candidatos devem apresentar um documento de auto-declaração preenchido no ato da inscrição no processo seletivo. Esse documento deve seguir quesitos de cor, raça e etnia utilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A assessoria de imprensa da universidade também informou que esse sistema de cotas já havia sido praticado pela Ufam, mas sem uma devida institucionalização. Foi necessário a realização de um diálogo entre programas de pós-graduação, a comunidade indígena e os demais segmentos da universidade, para conseguirem a institucionalização.

Para que a resolução entre em vigor, ela deve seguir trâmites internos para a assinatura da reitora Márcia Perales e ser oficialmente publicada pela Universidade. Ao total, a Ufam possui 41 programas de pós-graduação e devem dispor das vagas suplementares de cota após a vigência da política de ações.

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