| Em
03/09/09
O
projeto “Aulas Públicas – Diálogo com negras, negros e a classe
trabalhadora”
é uma idéia inovadora, que surgiu nos debates dos núcleos
e militantes que antecederam fundação do movimento UNEafro.
A proposta foi colocada em prática no dia 05 de Março de 2009,
na Ocupação da Faculdade de Medicina da USP, quando ficou
agendada a primeira "Aula Pública" para o dia 21
de Março, dia internacional de combate ao racismo. De lá pra
cá, as Aulas Públicas foram tornando-se marca registrada da
UNEafro-Brasil e passaram a ser copiadas e multiplicadas em
vários locais.
O
que caracteriza a Aula Pública proposta pelos cursinhos comunitários
da UNEafro?
O local escolhido deve ter um sentido histórico, ligado à
conjuntura atual, com o público presente no local e com o
tema abordado. Há o pressuposto de se montar efetivamente
uma sala de aula, com carteiras e lousa colocadas na rua.
Geralmente, o(a) convidado(a) é especialista no tema, por
sua prática militante ou por sua trajetória acadêmica.
O
Projeto visa a realizar mensalmente uma atividade em praça
pública, em locais significativos para a população, abordando
temas ligados à conjuntura político-econômica e social brasileira.
Com as Aulas Públicas, a UNEAFRO e seus núcleos pretendem
dialogar diretamente com negras, negros e a classe trabalhadora
e chamar a atenção da sociedade para temas marcantes, tais
como, acesso à justiça, violência urbana, sindicalismo, cultura
negra, meio-ambiente, discussões de gênero, saúde pública
e educação. São exemplos de locais de Aulas Públicas antigos
mercados de escravos, antigos quilombos urbanos, locais que
já foram pontos de greve e piquetes, bairros operários, universidades,
remanescentes da mata atlântica, proximidades de represas
e monumentos históricos, resgatando a historicidade dos locais.
Um
dos objetivos da UNEAFRO é realizar debates acadêmicos e reflexão
em torno de questões que mexem com a juventude negra.
Foram
realizadas 3 grandes Aulas Públicas em São Paulo e outras
3 em cidades onde atuam alguns núcleos de base:
*
21 de Março, Dia Internacional de Combate ao Racismo, no (Largo
do Payssandu - Igreja do Rosário dos Homens Pretos),
* 12 de
Maio com atividades de Capoeira em Poá,
*
13 de Maio – Abolição Inacabada (Largo da Memória, no Metrô
Anhangabaú, antigo mercado de escravos),
* 23 de
Maio - Direitos das Mulheres: contra a violência de gênero,
no ginásio de esportes em Ouro Fino, região carente de Ribeirão
Pires,
* 22 de
Agosto - Direitos sociais e àreas de Mananciais, em Rio Grande
da Serra (na associação de moradores do bairro Pq. América),
*
03 de setembro - Com Racismo Não há independência - Contra
o Genocídio da Juventude Negra, por cotas e investimentos
em Educação, no Pq. Dom Pedro.
As
atividades têm sido importantes para aproximar instituições
públicas, intelectuais, estudantes da rede pública, militantes
e desempregados, pois além dos participantes dos cursinhos
comunitários, as atividades provocaram contato com população
que circula em pontos de grande concentração.
Confira
neste site as chamadas para as próximas Aulas Públicas e mobilize
seu núcleo, seus familiares e amigos para participar!
Veja
fotos
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