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UNEafro participou da manifestação do 8 de março de 2009,
em São Paulo com o tema" Nós não vamos pagar por essa
crise! Mulheres Livres, Povos Soberanos!", juntamente
com um coletivo de mais de 50 movimentos feministas e entidades
atuantes na luta de gênero e da diversidade sexual. O documento
principal, elaborado pelas organizações trouxe reflexões sobre
as crises financeira, econômica, ambiental e alimentar que
afetam o planeta.
Segundo
o manifesto, trata-se de uma crise global, gerada por esse
modelo de desenvolvimento, baseado na superexploração do trabalho
e na especulação financeira.
Uma de suas bases de sustentação é a opressão das mulheres,
que combina machismo e capitalismo, transformando tudo em
mercadoria e colocando preço inclusive nos corpos das mulheres.
Um trecho diz: “defendemos a valorização do salário mínimo
e lutamos por um modelo de proteção social solidário, universal
e inclusivo, com direito à saúde, assistência social e aposentadoria
digna para todos e todas. Por isso, combatemos o racismo em
todas as suas manifestações e a banalização da imagem da mulher
veiculada na mídia”.
Presentes
no ato, mulheres e homens participantes de núcleos da UNEafro
marcharam pelas ruas de São Paulo em defesa da causa das mulheres
negras. “É importante integrar a luta de gênero com a questão
étnica, uma vez que a mulher negra está mais exposta a vínculos
empregatícios de baixo status social, baixa remuneração e
as taxas de alfabetização e escolaridade são de 90% e 83%
para as mulheres brancas, contra 78% e 76% para as negras,
respec-tivamente” disse Juliana Queiroz, do GT de Gênero e
Diversidade Sexual. A marcha se pautou também pela defesa
da paz, da solidariedade e da soberania popular.
Leia o Manifesto.
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