Em 18/08/09
Fonte: CFEMEA
Uma
das grandes conquistas do movimento feminista brasileiro nos
últimos anos encontra-se ameaçada.
A
Lei Maria da Penha segue enfrentando dificuldades sérias para
a sua implementação efetiva, após quase três anos em vigor.
Além de encontrarmos a barreira de que a criação dos juizados
específicos para os julgamentos dos crimes, desconsiderados
como prioridade política na distribuição orçamentária dos
estados nos deparamos também agora com a intolerância institucional
da justiça criminal, por meio de diversos processos encaminhados
ao Supremo Tribunal Federal que passam ao largo do texto da
Lei 11.340 ao exigirem a representação (por escrito, no momento
em que se lavra o Boletim de Ocorrência, a intenção de iniciar
um processo judicial contra o agressor) condicionada das vítimas.
A
exigência da representação nos casos de violência física contra
as mulheres (lesão corporal qualificada pela violência doméstica),
nega eficácia e desvirtua os propósitos da nova Lei, que considera
as relações hierárquicas de gênero, o ciclo da violência e
os motivos pelos quais as mulheres são obrigadas a “retirar”
a queixa: medo de novas agressões, falta de apoio social,
dependência econômica, descrédito na Justiça, entre muitos.
Isto
significa um enorme retrocesso e pode, paulatinamente, representar
a perda destes direitos e um retorno á Lei 9.099, que consagrou
a banalização da violência doméstica como crime de menor potencial
ofensivo (lembra: pagar uma cesta básica por ter batido na
mulher?).
Pois
bem, sabemos que o nosso governo e o Poder Judiciário (sim,
a justiça no Brasil, tem raça, classe e sexo!) faz de tudo
para prejudicar as conquistas do povo, ainda mais das mulheres.
Vamos
assinar e divulgar! Clique
aqui para assinar.
Não
podemos permitir que nos destituam esta conquista!
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