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Lei 10.639, que tornou obrigatório o ensino de História da
Cultura Africana nos estabelecimentos de ensino fundamental
e médio, entrou em vigor ainda em 2003. Em 2008, foi acrescentada
ao texto a referência também à história das centenas de etnias
indígenas do Brasil. Com isso, ganhou também nova numeração
e hoje é reconhecida através da lei 11.645.
Entretanto,
sabemos que muitos professores, diretores de escolas, pedagogos
e a população, de maneira geral, desconhecem a lei.
Infelizmente,
há uma implementação eventual ou esporádica da Lei. Essa constatação
fez com que os Núcleos da UNEafro decidissem colocar o bloco
na rua. “Vamos ocupar os espaços e criar um grande movimento
popular que efetive e pratique a Lei 10639” diz Cecília M.
da Silva, Coordenadora do Núcleo XI de Agosto, da cidade de
Poá.
Concurso
de Redação Camélias da Liberdade
A
participação da UNEafro no Concurso Camélias da Liberdade,
que este ano traz como tema uma homenagem ao militante e poeta
negro Solano Trindade, despertou os núcleos de base para essa
problemática. Ao envolver cursinhos comunitários, escolas
públicas e a comunidade como um todo, o concurso acaba provocando
a prática da Lei, uma vez que traz para a sala de aula a valorização
da história da cultura negra e africana.
A
partir de nossa participação nesse concurso, a UNEafro realizará
uma grande Jornada em Defesa da Lei 10639, com início
em Agosto. A idéia é promover no maior número de
cidades onde estão organizados nossos Núcleos, AULAS PÚBLICAS
com o tema: “A Obra de Solano Trindade como contribuição
para a aplicação da Lei 10639”.
Contamos
com a atuação militante dos núcleos para envolver as escolas
públicas, entidades comunitárias, imprensa local e a população
de suas regiões. Serão grandes eventos de formação política
e interação étnica. Detalhes e demais encaminhamentos serão
tirados em nossa Assembléia, nos dias 25 e 26/07. Participem!
Clique
aqui e saiba mais sobre o Concurso de Redação Camélias da
Liberdade.
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