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Por
Marcelo Hailer 4/8/2009
Fonte: A Capa
Nesta
segunda-feira (03/08), o Senado brasileiro viveu um dos momentos
mais conturbados de sua atual crise. Porém, no meio da batalha,
houve um momento de lucidez protagonizado pelo senador Eduardo
Suplicy (PT-SP), que pediu a aprovação do PLC 122 que, se
aprovado, criminalizará a homofobia no Brasil.
Por
volta das 19h, quando o bate-boca entre Renan Calheiros (PMDB-AL),
Pedro Simom (PMDB-RS) e Fernando Collor (PTB-AL) atingia o
ápice da baixaria, o senador Suplicy pediu a palavra e foi
atendido. Em seu pronunciamento ele se dirigiu a todos os
colegas da Casa, disse que eles não podem deixar o Senado
afundar e que há muitos projetos de extrema importância para
serem votados e aprovados.
O
parlamentar lembrou ainda que eles têm um compromisso com
a população e pontuou que a atual postura dos legisladores
é uma falta de respeito com os eleitores. Nesse momento ele
lembrou algumas leis que devem ser votadas e citou a senadora
Fátima Cleide (PT-RO) e a aprovação do projeto de lei que
torna crime a homofobia.
Suplicy
disse que "urge o respeito aos direitos dos homossexuais"
e é "importante que o substitutivo (ao texto original
do PLC 122) que está sendo preparado pela senadora para o
projeto que criminaliza a homofobia seja aprovado em curto
prazo".
O
PLC 122 se arrasta no Senado desde 2006, quando foi aprovado
pela Câmara dos Deputados. Desde então, as bancadas religiosas
têm promovido uma verdadeira perseguição e desmoralização
da comunidade gay, acusando-a de querer impor "uma ditadura
gay". Puro preconceito.
Frente
a esta realidade, o Grupo Arco-Íris lançou na Parada gay do
Rio de Janeiro do ano passado o abaixo-assinado virtual pela
aprovação do PLC 122. Com isso a entidade espera angariar
apoio popular à criminalização da homofobia. Clique
aqui e ajude a tornar o ódio contra gays crime.
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