| Em
05/11/09
Marighella,
destemido revolucionário, poeta da liberdade, deputado constituinte
de 1946 pelo Partido Comunista Brasileiro e criador da Ação
Libertadora Nacional, foi preso pela primeira vez por fazer
um poema que criticava o regime do Estado Novo, torturado
e perseguido por muito tempo até ser derrubado pelo mais notório
torturador do regime militar brasileiro. Assassinado em uma
emboscada no dia 4 de novembro de 1969, organizou os comunistas
para a luta armada contra o regime ditatorial.
Por
iniciativa do Vereador Ítalo Cardoso, para lembrar os 40 anos
de sua passagem, foi entregue ao inesquecível revolucionário
o título de Cidadão Paulistano “in memorian” recebido pelo
seu filho, Carlos Augusto Marighella, e por sua companheira
Clara Charf. O evento aconteceu na Câmara de Vereadores de
São Paulo e contou com a participação de várias autoridades,
entre elas o escritor Antônio Candido, o advogado Aton Fon,
dezenas de militantes, artistas e lideranças políticas que
falaram da atualiadade da luta de Carlos, já que hoje os movimentos
sofrem enorme repressão e criminalização, mesmo num estado
de suposta ordem constitucional.
Companheiros
que conviveram com o Revolucionário se emocionaram quando
Aton Fon Filho, que também compunha a mesa, homenageou a luta
do comandante e amigo Carlos Marighella. O legado e as obras
de Marighella, além da homenagem histórica, são materiais
para a formação de novas lideranças.
Douglas
Belchior foi convidado a representar a UNEafro e os demais
movimentos sociais que tem na figura de Marighella a inspiração
para a militância. Em sua fala, Douglas Belchior lembrou que
a história de militantes como Marighella devem ser transmitidas
e nunca esquecidas. Há 40 anos, Marighella fora perseguido
pelas autoridades paulistanas e hoje, ele é cidadão paulistano.
“Isso vai servir para dizermos aos nossos filhos o que é ser
cidadão. Vai ajudar as novas gerações a entender que a luta
é reconhecida como novo conceito de cidadania", afirmou
Douglas.
Carlos Augusto Marighella, filho do líder guerrilheiro, encerrou
a homenagem com um agradecimento emocionante, citando texto
assinado por Jorge Amado, dirigido a seu pai.
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