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Em 05/02/10
Representantes das principais
instituições sindicais do país estiveram reunidos nesta terça-feira
(2/2) com o ministro da Igualdade Racial, Edson Santos. Eles
apresentaram uma declaração de apoio ao sistema de ações afirmativas,
especialmente às cotas raciais na educação. O documento foi
assinado pelos presidentes de sete centrais sindicais: Central
Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores
(UGT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Força
Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
(CTB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores e Instituto
Sindical Interamericano pela Igualdade Racial (INSPIR).
A declaração é o primeiro
passo na luta das centrais sindicais pela igualdade racial.
Os presidentes das instituições também decidiram ingressar
como amicus curiae na Arguição de Descumprimento de Preceito
Fundamental (ADPF) 186, que tramita no Supremo Tribunal Federal
(STF). A ADPF, proposta pelo partido Democratas (DEM), questiona
a criação de cotas para negros na Universidade de Brasília
(UnB). O amicus curiae - expressão de origem latina que significa
"amigo da Corte" - permite o ingresso de terceiros
no julgamento de processos. De acordo com a Lei nº 9.868/99,
o relator, no caso o ministro do STF Ricardo Levandowski,
ao considerar a relevância da matéria, pode admitir a manifestação
de outros órgãos ou entidades.
O ministro Edson Santos agradeceu
o apoio das centrais e disse que esse é apenas o início de
uma importante parceria. Segundo ele, a "questão das
cotas não é só um problema dos negros, é uma questão de políticas
afirmativas para o país", especialmente para a juventude,
e é comum que o avanço dessas políticas gere respostas conservadoras.
O ministro aproveitou o encontro para convidar os presentes
a participar de um seminário da SEPPIR para discutir a construção
de uma agenda propositiva de políticas afirmativas que impulsione
a votação do Estatuto da Igualdade Racial no Senado Federal,
e o orçamento da Secretaria para 2010.
Audiência - Antes do julgamento
da ADPF, o Supremo vai ouvir, em audiência pública, a opinião
da sociedade civil sobre a criação de cotas nas universidades.
Convocada pelo ministro Lewandowski, a audiência pública,
a quinta da história do Supremo, será de 3 a 5 de março.
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Fonte:
www.presidencia.gov.br
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