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Em
26/08/09
No
dia 19 de agosto, a UNEafro participou dos debates internos
sobre a “Democratização da USP”. A atividade contou com a
participação da Reitoria, grupo docente, estudantes e representações
de movimentos sociais. A advogada Rosângela Martins e a professora
Débora Adão participaram em nome da UNEafro.
Na
ocasião, tivemos a oportunidade de fazer as falas iniciais,
onde reiteramos o compromisso com as questões que defendemos
na UNEafro, sobretudo, a ruptura com as estruturas geradoras
das desigualdades. As militantes defenderam a política de
cotas como meio de garantir o acesso da população negra ao
ensino superior.
“Os
negros são vítimas históricas de uma série de legislações
que foram criadas para impedir a mobilidade social e estabelecer
uma condição de marginalidade. As mulheres negras foram as
mais afetadas e sofrem até hoje os efeitos dessa perversidade”,
pontuou Rosângela Martins.
Coube
ainda um resgate sobre o racismo científico e as teorias de
embranquecimento que buscaram, ao longo da formação do Brasil,
eliminar a presença dos afrodescendentes. A partir daí, os
demais participantes da mesa se viram obrigados a agregar
a nossa pauta.
“Para
que realizemos a ‘Democratização da USP’ é necessário que
passemos a cumprir a tarefa de democratização da nossa sociedade
e isto inclui dialogar com os outros segmentos, inclusive
os que ainda permanecem fora da USP, como o movimento negro,
UNEafro Brasil, MST, entre outros”, refletiu o professor Carlos
Virtuso, pesquisador do movimento estudantil.
O
encontro foi surpreendente tanto pra a comunidade acadêmica,
que pôde conhecer aspectos da mobilização popular do movimento
negro, quanto para as militantes negras, que puderam debater
em pé de igualdade em um espaço demarcadamente racista e elitista.
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