| Em
03/09/09
Parque
Dom Pedro, centro de São Paulo. Um dos maiores terminais de
transporte público da cidade. Espaço tomado por trabalhadores/as
ambulantes e população de rua, em sua maioria negras/os e
nordestinas/os. Foi nesse local, já chamado de Várzea do Carmo
– antigo refúgio de ex-escravos, que nesta quinta feira, dia
3 de Setembro, a UNEafro realizou sua AULA PÚBLICA com o tema
“Com racismo não há Independência: Por Cotas e
investimentos em educação como resposta à matança da juventude
negra brasileira”.
Tarde
de luta no Pq. Dom Pedro
O
Ato, inicialmente previsto para ter início às 18h, antecipou-se
devido o grande fluxo e adesão dos trabalhadores ambulantes
e da população de rua presentes no local. A agitação aumentou
ainda mais na medida em que os militantes da UNEafro intensificavam
a distribuição do manifesto de denúncia ao genocídio.
Nossa
convidada Leninha, da Coordenação do MNU do Rio de Janeiro
adiantou sua presença e deixou sua mensagem: “A população
negra de São Paulo está sofrendo, assim como está sofrendo
a população negra do Rio de Janeiro, com a ofensiva militar
que ocupa favelas, bairros de periferias e age violentamente,
especialmente contra a população e a juventude negra”.
Marcaram presença também os companheiros Juninho, do Círculo
Palmarino, Portuga, da Assessoria do Dep. Federal Ivan Valente(Psol),
Leon do Sinsprev, Cleyton, da Assessoria do Mandato do Dep.
Estadual José Candido (PT) e Tiago, da Assessoria do Mandato
do Dep. Estadual Raul Marcelo (Psol).
Destaque
também para a presença de bolsistas de medicina de Cuba que,
em férias no Brasil, não fogem à luta! Presença marcante também
para os alunos do Núcleo Antônio Candeia Filho e da professora
Luciana, de Biologia, que estiveram do início ao fim da atividade
sempre firmes.
Repressão
tentar impedir AULA PÚBLICA da UNEafro
Faixas,
bandeiras e cartazes, além do bandeirão da UNEafro, serviram
de ornamento para a montagem do picadeiro em frente à principal
entrada do Terminal Parque do Pedro. Para confirmar a denúncia
de violência e intolerância patrocinada pelo Estado, especialmente
a partir dos governos Kassab e Serra, o movimento sofreu com
a ação da guarda privada que, a serviço da SPTrans, impediu
que fossem penduradas faixas e bandeiras nas grades de “propriedade”
do terminal. Chegou a haver bate boca entre militantes e seguranças,
que tentaram intimidar os manifestantes.
AULA
PÚBLICA continua nesta sexta, dia 4, no Núcleo Central da
UNEafro
Ao
cair da tarde, com a forte chuva que castigou a capital Paulista,
a AULA PÚBLICA foi Interrompida. A UNEafro, para garantir
o amplo debate sobre a questão do genocídio da Juventude Negra,
realizará uma atividade especial nesta sexta feira, dia 04
de setembro, em nosso Núcleo Central, na rua Abolição, 167
– Bela Vista, ao lado da Câmara Municipal de SP. A Atividade
será aberta ao público geral e contará com a presença dos
convidados especial para a aula pública, Leninha, da direção
do MNU do RJ e do companheiro Milton Barbosa, fundador do
MNU e integrante do Tribunal Popular.
Leia o texto de Milton Barbosa:
“VIOLÊNCIA
RACIAL E GENOCÍDIO DO NEGRO (AFRODESCENDENTE) NO BRASIL”
Leia
o nosso manifesto contra o genocídio da Juventude negra distribuído
durante a AULA PÚBLICA no Parque Dom Pedro..............
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