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Neste 13 de maio, aniversário de 121 anos da abolição formal
da escravidão no Brasil, entidades do movimento negro, movimentos
sociais, sindicatos e organizações culturais realizaram uma
aula pública no Largo da Memória, no centro de são Paulo.
O local foi escolhido porque nessa ladeira se localizava o
antigo Mercado de Escravos de São Paulo, cujo barracão estava
instalado onde foi construída a Estação Anhangabaú do Metrô.A
aula teve início às 18 horas. Com o tema “Abolição Inacabada:
a história que você não sabe”, o professor, jornalista e membro
do Núcleo de Estudos Interdisciplinares do Negro Brasileiro
da Universidade São Paulo (USP) Dennis de Oliveira apresentou
aspectos políticos, econômicos e sociais da realidade da população
negra diante dos desafios da crise econômica. Fez, também,
um resgate dos principais fatos históricos que determinaram
as condições de vida atuais dos negros."
Só a luta organizada do povo dará condições para enfrentar
as situações de discriminação e racismo. Diante da ofensiva
dos meios de comunicação contra ações afirmativas, cresce
a necessidade de atos de protesto como este, do povo ir para
as ruas se manifestar", recomendou Oliveira.
Pauta política
Na abertura e encerramento do ato foram realizadas diversas
intervenções culturais, entre apresentações teatrais, recitais
de poesia, Hip Hop e capoeira. Em sintonia com a aula pública,
os movimentos organizadores do ato apresentaram uma pauta
política de reivindicações. Entre elas, a aprovação da Lei
de Cotas para negros nas universidades públicas estaduais,
a transformação do dia 20 de novembro em feriado estadual,
a valorização e o respeito às mulheres trabalhadoras negras,
a alteração do nome do Metrô Anhangabaú para “Anhangabaú-Zumbi
dos Palmares” e a retirada imediata das tropas brasileiras
do Haiti.
Trabalhadores unidos
“Essa intervenção que os movimentos fazem neste dia e neste
local tão simbólico para o nosso contexto histórico deve ser
assimilada por todos os trabalhadores, pois a luta contra
o racismo não anula a luta contra o capitalismo, o machismo
e todas as formas de discriminação” disse Nadia Tomé, militante
da UNEafro, se dirigindo à multidão que se amontoava na estação
do Metrô depois de mais um dia de trabalho.
O ato foi organizado pela UNEafro Brasil, Circulo Palmarino,
Assembléia Popular: Mutirão por um novo Brasil, Consulta Popular,
MST, novo Brasil, Consulta Popular, MST, Contraponto, Rede
Emancipa, Sujeito Coletivo, Grupo de Hip Hop E.I.P, Grupo
de Hip Hop Anexo Verbal, União dos Estudantes de Rio Grande
da Serra, União Municipal dos Estudantes de Poá, Conlutas
e Intersindical.
Veja
fotos do ato.
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