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09/03/10
No
dia 08 de Março, a Praça do Patriarca, em São Paulo, foi rebatizada
de “Praça da Matriarca”. Com este ato, foi aberta a manifestação
que marcou o centenário do Dia Internacional da Mulher. Entidades
do movimento feminista, sindical, estudantil, de juventude
e negro reuniram cerca de mil pessoas para dizer que, após
cem anos, as mulheres ainda têm pelo que lutar.
O
Dia da Mulher foi proposto em 1910 pela alemã Clara Zetkin,
na 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas,
e passou a ser celebrado em diversos países, embora de forma
não oficial. Em 8 de março de 1917, uma mobilização de operárias
russas --prenúncio para a Revolução de outubro, no mesmo país--
reforçou a importância da data para a luta das mulheres. Contudo,
a fixação internacional do Dia da Mulher se deu a partir de
1922, após exigência da militante bolchevique Alexandra Kolontai
a Vladimir Lênin.
Presentes
no ato, mulheres e homens participantes de núcleos da UNEafro
marcharam pelas ruas de São Paulo em defesa da causa das mulheres,
em especial das mulheres negras, que sofrem, além da violência
de gênero, a violência racial. “Queremos construir um mundo
livre de exploração, opressão e discriminação, onde o fato
de ser mulher, negra, indígena, lésbica, jovem, idosa ou com
deficiência seja apenas um elemento da diversidade e corresponda
ao direito à diferença, e não motivo para preconceito ou desigualdade”,
diz Mayra Cunha, militante da UNEafro.
Entre
os dias 8 e 18 de março, 3 mil mulheres de todas as regiões
do Brasil marcharão entre as cidades de Campinas e São Paulo.Será
uma grande ação de denúncia, reivindicação e formação, que
pretende dar visibilidade à luta feminista contra o capitalismo
e a favor da solidariedade internacional.
Acompanhe os informes em http://www.sof.org.br/marcha/
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