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Efeitos do racismo brasileiro

Em 09/10/09

 

O Racismo na Educação Brasileira

Analfabetismo no Brasil: 14% entre negros (pretos ou pardos) e 6,5% entre os brancos. Dos 14,4 milhões de analfabetos, 10 milhões são negros em 2006. (IBGE/PNAD - 2006)
Desenvolvimento Humano: A taxa de pobreza entre negros é 48,99% mais alta que entre brancos em SP e RJ.
Violência: 33.504 adolescentes brasileiros serão assassinados em um período de sete anos (de 2006 a 2013). Um adolescente negro tem 2,6 mais chances de ser assassinado do que um adolescente branco. Em geral, o adolescente assassinado é homem, negro e tem baixa escolaridade. (Unicef e UERJ – 2009)

 

Violência de Gênero

Mulheres negras correspondem a 18% da População Economicamente Ativa (PEA), ou seja, 14 milhões de pessoas.O risco relativo de mortes maternas de mulheres negras é 7,4 vezes maior do que as não-negras. (OIT e IBGE). Das famílias chefiadas por mulheres negras, 60% têm renda inferior a um salário mínimo. São as negras as maiores vítimas da falta de atendimento do SUS em caso de aborto legal.

 

Acesso à universidade

Há 33 anos, 5% dos brancos concluíam o ciclo de educação superior. Já os formados negro não passavam de 0,5%. Em 2006 cerca de 5% do negro formava-se em cursos superiores. No entanto, mantendo o fosso, 18% dos brancos atingiam essa mesma formação. (IPEA - 2006)

 

Desemprego no Brasil

Entre negros é de 9,3%. Entre brancos é de 7,5%. Renda e emprego: O rendimento dos brancos é 40% mais elevado que o de pretos e pardos, no grupo onde todos possam 12 ou mais anos de estudo.

 

Não há como ficar inerte diante do racismo brasileiro. Nós o negamos a todo momento. Por vezes, nos iludimos e imaginamos viver em um país plural, com democracia racial. Mas o racismo está diagnosticado em cada índice social. Agora é necessário deixá-lo em "Quarentena" e exigir punição aos racistas.